Woori Bank aguarda autorização para atuar no País

Brasília – O estatal Woori Bank, o primeiro banco fundado na  Coreia do Sul,  há 111 anos, se prepara para entrar no Brasil. A intenção é abrir um banco múltiplo, com atividade comercial e de  investimento  e também com operação no mercado de câmbio. De acordo com documentos entregues ao Banco Central, a intenção é abrir uma instituição com sede em  São Paulo  e capital inicial de R$ 36,5 milhões. A instituição já tem nome: Woori Bank do Brasil S.A. Agora, falta a autorização do BC para que a instituição possa ser constituída formalmente

Os papéis entregues há exatamente 30 dias ao BC citam que a instituição será controlada pela matriz sul-coreana, o Woori Bank, que terá 99,99% das ações do capital social da filial brasileira. Na sede, o principal acionista do banco é o governo da Coreia do Sul, que detém 57% das ações da instituição financeira.

Outro documento do BC mostra que executivos do Woori sondam formalmente o mercado brasileiro desde 2008. Em 27 de agosto daquele ano, a autoridade monetária aprovou o nome de Mun Kyun Ro como representante legal Woori Bank no Brasil. Atualmente, o banco opera escritório de representação em São Paulo, o único ponto na América Latina.

O grupo Woori tem 15,9 mil funcionários e cerca de 15 milhões de clientes. Na Coreia do Sul, são 891 pontos de atendimento. No exterior, a instituição está especialmente na Ásia, com algumas agências em cidades da China, Cingapura e Japão. Também opera em Londres e Oriente Médio. Nos Estados Unidos, país com grande concentração de imigrantes coreanos, há rede própria com 18 agências, especialmente na região de Nova York e Califórnia com o nome de Woori America Bank.

No Brasil, a imigração da Coreia do Sul cresceu nas últimas décadas, especialmente em São Paulo. Na capital paulista, famílias coreanas se instalaram inicialmente em bairros populares como o Bom Retiro e Brás para se dedicar às atividades têxteis e ao comércio. Com o sucesso das pequenas fábricas e lojas, muitos prosperaram e famílias têm mudado para bairros de classe média e alta, como Higienópolis, Moema e Vila Mariana nos últimos anos.

(Fernando Nakagawa | Portal Exame)

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