Brasileiros vão liderar fusões e aquisições neste ano, diz Anbima

As empresas brasileiras foram responsáveis por 86,2 % do volume de aquisições realizadas no primeiro trimestre de 2010, segundo dados do ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). As companhias nacionais anunciaram compra de seis empresas estrangeiras, num total de 11,2 bilhões de reais ou 44,2% do montante apurado no trimestre.
A expectativa é que a participação das empresas brasileiras, como compradoras, aumente ao longo do ano, segundo Bruno Amaral, coordenador da subcomissão de fusões e aquisições da Anbima. A maior operação registrada no primeiro trimestre, por exemplo, no valor de 7 bilhões de reais, foi a aquisição de 100% dos ativos da Bunge no Brasil pela Vale.

No total, foram 22 operações no primeiro trimestre de 2009 (que somaram 23,4 bilhões de reais) e 19 operações do mesmo período de 2010, no valor de 25,3 bilhões de reais, o que representa um crescimento de 8,1%. No período também foi detectado um forte movimento de aquisições entre empresas brasileiras, somando 10,6 bilhões de reais em 11 transações.

O setor com maior volume de operações, no primeiro trimestre, foi o de química e petroquímica, com 34,7%, puxado pela compra da Quattor pela Braskem e Petrobras. No mesmo período de 2009, havia sido o setor de alimentos e bebidas.

Operações acima de R$1 bilhão

Entre janeiro e março de 2010, as transações anunciadas com valor superior a 1 bilhão de reais representaram 42,1% do total, enquanto no mesmo período de 2009 a participação de grandes transações no volume total foi de 27,3%.

Em função da crise, especialmente entre setembro de 2008 e meados de 2009, as grandes companhias congelaram sua participação em transações em um nível maior que as empresas menores. Com a retomada pós-crise, essas companhias estavam em posição melhor para realizar grandes aquisições, o que levou ao maior número de operações de mais de 1 bilhão de reais até março, diz Amaral.

Essa concentração de menos operações, mas de maiores valores, não é uma tendência, de acordo com Amaral. "Ao longo do ano provavelmente haverá um número maior de operações menores", afirmou.

(Beatriz Olivon | Portal Exame)

 

 

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