Esteves, do BTG Pactual, vê espaço para novos IPOs

Para o presidente do banco de investimentos, a economia brasileira vai crescer 3% neste ano.
 
 Com a melhora do cenário nas economias dos Estados Unidos e da Europa, e um crescimento aqui em torno de 3% em 2013, o presidente do banco de investimentos BTG Pactual, André Esteves, acredita em uma retomada das ofertas de ações neste ano.
 
 “O mercado continua aberto a boas histórias”, disse, lembrando que em abril do ano passado, no auge da crise, o IPO do próprio BTG “deu muito ibope, atraindo investidores estrangeiros em massa. Foi o maior do mundo”, disse o executivo, durante teleconferência com analistas sobre os resultados do banco em 2012.
 
 Para ele, o Brasil segue atraente para investidores do mundo todo, por sua escala, densidade econômica e estabilidade institucional. “No ano passado, apesar da crise, entraram US$ 64 bilhões de investimento estrangeiro direto aqui”, lembra.
 
 Esteves classificou os resultados do banco no ano passado de excepcionais. “Estamos muito satisfeitos de entregar, no nosso primeiro ano como empresa de capital aberto, tudo aquilo que prometemos aos investidores”, disse.
 
 Para ele, os objetivos estratégicos foram atingidos – apesar do ambiente um tanto desfavorável, de baixo crescimento e crise na Europa.
 
 “O ano aqui não foi bom para a atividade de banco de investimentos. O fato de termos conseguido rentabilidade de 29%, lucro de R$ 3,26 bilhões (70% acima do de 2011) e receitas de R$ 6,82 bilhões no ano passado mostra que nosso modelo de negócios diversificado é vencedor. Derrubamos o mito de que, depois de aquisições e com patrimônio maior, passaríamos a dar retorno menor ao acionista”, afirmou.
 
 O banqueiro diz que a tendência é que os retornos do BTG sigam estáveis, sempre acima de 20% – mas não descartou a ocorrência de eventuais picos mais elevados como o de 2012.
 
 O destaque do balanço foi o desempenho da área de gestão de recursos. “Foi fantástico”, disse. As receitas (principalmente com taxas de performance) atingiram R$ 637 milhões. O total sob gestão passou de R$ 120 bilhões para R$ 170 bilhões em 12 meses.
 
 Na área de crédito a grandes empresas, Esteves vê ainda bastante espaço para crescer em 2013. O banco terminou o ano com R$ 33,8 bilhões em empréstimos, que geraram receitas de R$ 182 milhões.
 
 A meta é atingir uma carteira equivalente a três vezes o patrimônio líquido. “Aumentamos nossa participação nesse mercado, mantendo os spreads e sem riscos”, disse.

(Fusões e Aquisições)

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