Aquisições não são foco, mas Vale se diz pronta para “bons ativos”

RIO – O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirmou que não há previsão de a companhia realizar novas aquisições, mas ponderou que, no caso de haver um "ativo muito bom" à venda, a empresa estará preparada para comprar caso se encaixe na estratégia da mineradora.

"O que fizemos em termos de fusões e aquisições foi uma abordagem oportunista. Se alguém decidir vender, estaremos preparados para comprar, se encaixar na nossa estratégia, se reforçar nossa posição no mercado e se gerar sinergias para a nossa companhia. Se o ativo for muito bom, vamos atrás", afirmou o executivo, que participou de teleconferência em inglês com analistas sobre os resultados da empresa no segundo trimestre.

Agnelli comentou ainda a proposta feita pela Paranapanema, uma oferta de R$ 2 bilhões para aquisição da empresa, controladora da Caraíba Metais, que poderá beneficiar o cobre produzido pela Vale em Carajás.

"A Paranapanema é um bom ativo que discutimos há três anos e agora tivemos uma oportunidade. Ficaremos mais forte em cobre. Acreditamos que o mercado é bom, somos investidores em relação ao cobre e vamos dobrar ou triplicar nossa produção de concentrado. Pode ser hora de ter um smelter, por que não", questionou o executivo, lembrando que, para ele, a economia terá bom desempenho nos próximos anos, o que estimula o aumento da exposição ao mercado nacional.

Para o diretor-executivo de finanças e relações com investidores, Guilherme Cavalcanti, a Vale é a única mineradora do mundo que pode dobrar de capacidade só com investimentos orgânicos.

"Nosso foco realmente é o crescimento orgânico. Grandes aquisições, não só para a Vale, mas também para a indústria de mineração como um todo, são restritas pela capacidade financeira do sistema bancário atual. E não é o nosso foco hoje", explicou Cavalcanti.

(Rafael Rosas | Valor)

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