Carlyle foca o varejo na caça por compras de private equity.

Grupo comprou participação em três empresas de varejo nos últimos 12 meses, está em busca de mais oportunidades após investir US$ 1,7 bilhão no país desde 2009.

“Continuamos a ter como foco principal as companhias relacionadas com o consumo, o aumento da renda e o crescimento da classe média”, disse Fernando Borges, diretor para América do Sul do fundo de private equity baseado em Washington, em entrevista em São Paulo. Ele vê “muita necessidade de capital e espaço para consolidação”.
 
O JPMorgan Chase & Co. e fundos locais, como BTG Pactual Participations Ltd. e GP Investments Ltda., também estão disputando investimentos em empresas do setor após o governo da presidente Dilma Rousseff ampliar o acesso ao crédito na segunda maior economia emergente do mundo. Das 80 fusões e aquisições anunciadas em 12 meses envolvendo fundos de private equity, 34 foram no setor de consumo, segundo dados compilados pela Bloomberg.
 
Na média nos últimos 12 meses, as companhias negociadas em bolsa do setor de varejo estão valorizadas 14 vezes o Ebitda, uma medida da geração de caixa operacional, segundo as informações compiladas pela Bloomberg. Isso se compara com uma média de 10,7 vezes das empresas incluídas no índice Bovespa. Quando o GP estava quase comprando a Leader Participações SA, varejista fluminense de moda e utilidades para o lar, o BTG veio e pagou mais: 10 vezes o Ebitda, fazendo assim as aquisições de 40 por cento em maio deste ano e depois mais 30 por cento da companhia em setembro, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O GP e o BTG não comentaram.

(Exame)

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