Controlador da Wizard compra a Microlins

O Grupo Multi, dono das redes de idiomas Wizard e Skill e de uma cadeia de escolas profissionalizantes, comprou seu principal concorrente, a Microlins, por cerca de R$ 110 milhões.

A Anhanguera Educacional Participações, que detinha 30% da Microlins, ficou com R$ 33,7 milhões. O restante (70%) foi vendido pelo empresário José Carlos Semenzato, fundador da rede.

O Multi arcará ainda com R$ 32,7 milhões em dívidas da Microlins com a Anhanguera. Esse pagamento será feito em duas vezes. O primeiro, no valor de R$ 10,2 milhões, será feito à vista. O segundo, de R$ 22,5 milhões, em seis meses.

Maior rede de escolas profissionalizantes do país, a Microlins foi fundada em 1991 e conta atualmente com 500 mil alunos matriculados em 750 unidades abertas em regime de franquia em 500 cidades. Em 2009, seu faturamento foi de R$ 400 milhões.

Fundado em 1987, o Grupo Multi possui 2.000 escolas no Brasil, EUA, Europa e América Latina, oferecendo cursos de idiomas e profissionalizantes (informática, administração e eletrônica, entre outros). Em 2009, o faturamento foi de R$ 1,2 bilhão.

Pertencente ao empresário Carlos Wizard Martins, o Multi já era forte na rede de idiomas, contando com 1.200 escolas da rede Wizard, 300 da Skill e outras 150 da Alps.

Em 2008, o grupo reforçou sua atuação na área profissionalizante, adquirindo a SOS Computadores, cadeia de ensino de informática que contava com 300 unidades.

Na ocasião, Martins afirmou à Folha que negociava a compra de seis redes de franquias para se consolidar na liderança desse mercado. Uma delas seria fechada no primeiro semestre deste ano.

Agora, com a aquisição da Microlins, o Multi se torna a maior rede privada de ensino profissionalizante do país, com 1.070 escolas destinadas somente a esse segmento.

EM EXPANSÃO

As franquias educacionais e profissionalizantes vêm registrando taxa de crescimento acima de 10% há cerca de cinco anos. Em 2009, ela foi de 16,4% e o faturamento fechou em R$ 5 bilhões.

O desempenho desse segmento está atrelado ao aumento do poder aquisitivo das classes C e D. Para elas, matricular os filhos nesses cursos técnicos é uma forma de capacitá-los para o primeiro emprego.

Só depois, quando já frequentam o ensino superior pagando os estudos com o salário, é que eles passam a estudar idiomas.

O ensino de idiomas era o carro-chefe do Multi, mas, nos últimos anos, as receitas dos cursos profissionalizantes já cresciam acima da média, somando 7% do total.

(Folha Online)

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