Os 10 maiores lucros do primeiro semestre no Brasil

Bancos predominam no ranking entre os recordistas, com quatro instituições no ranking da Economática

Petrobras gera o maior lucro da história das empresas

São Paulo – A Petrobras encerrou o primeiro semestre com o maior lucro líquido consolidado de uma empresa brasileira em toda a história, de acordo com a consultoria Economática. A estatal somou 16,021 bilhões de reais no período. A cifra foi 18,2% superior à da primeira metade de 2009.
De acordo com a Petrobras, os ganhos foram puxados pelo aumento do preço médio do barril de petróleo e pelo maior volume de vendas de derivados. A empresa também alcançou seu recorde de produção diária, com 2,568 milhões de barris de petróleo equivalentes (unidade de medida que também considera a produção de gás natural).

Vale dobra resultados com retomada da demanda

São Paulo – A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, mais do que dobrou o lucro líquido no primeiro semestre. Seus ganhos passaram de 4,617 bilhões de reais para 9,514 bilhões de reais, de acordo com a consultoria Economática.
Dois fatores puxaram os resultados. O primeiro foi a retomada da demanda mundial por minério. Isso fez com que a receita líquida subisse 32%, para 32 bilhões de reais. O mercado em alta puxou os preços de venda – e isso foi captado pelo novo sistema de precificação da companhia. Com a tabela corrigida trimestralmente por um índice que reflete o preço à vista, a Vale pôde captar melhor o bom momento do mercado.

Itaú Unibanco bate recorde de lucro no setor bancário

São Paulo – O Itaú Unibanco, maior banco privado do País, encerrou a primeira metade do ano com um lucro de 6,399 bilhões de reais, segundo a consultoria Economática. Trata-se do maior lucro que um banco brasileiro já obteve em um semestre. A cifra é 39,5% maior que a do mesmo período do ano passado.
No final de junho, a carteira de crédito da instituição somava 296,2 bilhões de reais. O montante, que inclui avais e fianças, é 11,45 maior que o da comparação.
Apesar do salto no lucro, os analistas ficaram preocupados com o aumento dos gastos. As despesas não vinculadas a juros cresceram 11% no segundo trimestre, sobre o mesmo período de 2009. Para o mercado, isso pode ser um sinal de problemas para captar as sinergias decorrentes da fusão com o Unibanco.

Banco do Brasil cresce 26,5% com recorde de crédito

São Paulo – O quarto maior lucro semestral de uma companhia aberta brasileira coube ao Banco do Brasil. A instituição totalizou 5,076 bilhões de reais no período – um incremento de 26,5% sobre a primeira metade de 2009.
O banco público atribuiu seu desempenho à expansão da carteira de crédito. Somente para as pessoas físicas, as linhas somaram 101,5 bilhões de reais – um recorde. A cifra é 31% maior que a da comparação. O resultado reflete as aquisições da Nossa Caixa, que trouxe uma forte carteira de crédito consignado, e do Banco Votorantim, que fortaleceu a atuação no crédito automotivo.

Bradesco avança com ascensão da classe C

São Paulo – O Bradesco é outro banco que figura na lista dos maiores lucros líquidos deste semestre. A instituição ganhou 4,508 bilhões de reais entre janeiro e junho. A cifra é 12,1% maior que a da comparação com 2009, segundo a consultoria Economática.
O que impulsionou o banco foi a ascensão da classe C. Nos últimos três anos, cerca de 2 milhões de correntistas mudaram de classe social, saindo das classes D e E para a classe C. Atualmente, 10 milhões dos quase 22 milhões de clientes do Bradesco integram as camadas A, B e C da pirâmide social.
Para o banco, o enriquecimento dos correntistas se traduziu em maior demanda por serviços como seguros e crédito. Apenas no segmento de crédito imobiliário, o Bradesco elevou de 6,5 bilhões para 7,5 bilhões de reais a expectativa de empréstimos neste ano.

AmBev lucra 6,6% mais com mercado interno forte

São Paulo – A AmBev, maior cervejaria do País e braço da belgo-brasileira AB Inbev, figura na relação da consultoria Economática com o sexto maior lucro líquido do semestre, entre as companhias listadas na Bovespa. No período, a empresa gerou lucros de 3,160 bilhões de reais – 6,6% mais que na comparação.
Os bons números foram impulsionados pela força do mercado interno. Somente no segundo trimestre, as vendas cresceram 8,3% em volume, atingindo 36,896 milhões de hectolitros. De acordo com a empresa, o Brasil responde, hoje, por 70% do volume de vendas de cervejas e refrigerantes. O restante é dividido entre Canadá, Argentina e Bolívia.

Itaúsa tem o sétimo maior lucro do País

São Paulo – Com 2,264 bilhões de reais, a Itaúsa ocupa a sétima posição no ranking dos maiores lucros, de acordo com a consultoria Economática. O montante é 18,6% superior ao do mesmo período de 2009.
A Itaúsa é a holding do grupo Itaú, com participações em empresas nos setores industrial, bancário e imobiliário. Entre elas, Itaú Unibanco, Deca, Duratex, Itautec e Itaúsa Empreendimentos.

Santander Brasil dobra lucros no semestre

São Paulo – O espanhol Santander não deve ter se arrependido de transformar o Brasil em um de seus alvos prioritários. Sua operação local, o Santander Brasil, literalmente dobrou os ganhos semestrais em relação a 2009. O montante passou de 1 bilhão para 2,016 bilhões de reais no período – um salto de 100,4%, segundo a consultoria Economática.
Puxado pelo Brasil, a América Latina já responde por 37% dos lucros mundiais do Santander. Estimulado pela expansão da renda e pela retomada da economia, a região demandou 20% mais crédito do banco – sendo que, no Brasil, a expansão foi de 28%.

Eletrobrás reverte prejuízo bilionário

São Paulo – Única empresa do setor elétrico a figurar entre os dez maiores lucros do primeiro semestre, a Eletrobrás entrou para o ranking da Economática ao dar uma guinada no desempenho.
Entre janeiro e junho do ano passado, a estatal registrou um prejuízo de 1,989 bilhão de reais. No mesmo período de 2010, o resultado passou a ser positivo em 1,733 bilhão de reais.

CSN quase dobra lucro, puxada pelo mercado interno

São Paulo – A CSN é a única representante do setor siderúrgico no ranking dos dez maiores lucros semestrais da consultoria Economática. O lucro líquido da companhia subiu 95,5%, para 1,375 bilhão de reais.
O que impulsionou os resultados foi a forte demanda interna por aço, a fim de alimentar a indústria automotiva, de construção civil e de linha branda, entre outros. Enquanto as vendas no mercado externo subiram 19%, as do mercado interno avançaram 52%. Com isso, a receita líquida total alcançou 7,057 bilhões de reais – um incremento de 43%.
Dona da Casa de Pedra, uma das mais importantes reservas de minério de ferro do País, a CSN também foi favorecida pela alta do preço da commodity.

(Márcio Juliboni | Portal Exame) – 17/08/2010

 

 

 

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