Rohr, de locação de máquinas, vai investir R$ 300 milhões até 2015

Embalada pelas perspectivas positivas para as áreas de infraestrutura, construção predial e eventos no país, a Rohr, empresa brasileira que é especialista em projetos de engenharia de acesso e locação de equipamentos, planeja desembolsar R$ 300 milhões até 2015 para ampliar a oferta de máquinas e estruturas tubulares (utilizadas, por exemplo, em andaimes), assim como a capacidade produtiva da fábrica que tem em Casa Branca (SP). Para este ano, a empresa prevê crescimento de 20% nas receitas, diante da melhora do mercado de máquinas e equipamentos já por conta dos investimentos, sobre os R$ 200 milhões obtidos em 2009.

Uma parte dos recursos sairá do caixa da Rohr e outra será levantada a partir de linhas de crédito com bancos privados. Caso firme a compra de outra empresa, haverá necessidade de orçamento adicional. "Estamos analisando uma oportunidade", conta o vice-presidente executivo da empresa, Fernando Canteruccio, sem entrar em detalhes sobre as tratativas.

Para este ano, de acordo com o executivo, os aportes estão estimados em R$ 70 milhões, aplicados na compra de equipamentos e em treinamento de mão de obra. "Não adianta ampliar a oferta de máquinas e não ter equipe especializada. Vamos formar mão de obra técnica, porque está faltando especialista no mercado", afirma Canteruccio. Nesse sentido, a Rohr firmou parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP) e selecionará 10 "trainees", que seguirão na empresa durante os estudos de engenharia. "Assim, formamos um profissional que já conhece o funcionamento da empresa", explica.

Atualmente, a Rorh emprega cerca de 1,5 mil funcionários, porém o quadro deve crescer à medida que seja executado o plano de expansão. Uma das áreas que certamente receberá reforço é a de eventos, que tem hoje 6 profissionais. "Hoje, essa área responde por até 5% do nosso faturamento, mas com a Copa e a Olimpíada, deve passar a ter peso um pouco maior", diz Canteruccio. Durante os eventos, explica o executivo, haverá necessidade de instalação de estruturas provisórias que podem ser projetadas e fornecidas pela Rohr. Na África do Sul, relata ele, foram usados 100 mil metros quadrados de tendas provisórias. "Fomos até lá, durante a Copa, checar a estrutura. Há um potencial grande nesse nicho".

Além da demanda adicional gerada por grandes eventos, haverá maior procura por projetos de engenharia de acesso na esteira do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e projetos industriais, na avaliação da empresa. Segundo Canteruccio, os segmentos de construção civil e industrial têm peso similar para os negócios da Rohr, que, entre outros contratos, é prestadora de serviços e fornecedora de Petrobras, Vale e Braskem.

Na área de construção, um dos destaques da Rorh são obras executadas na Marginal do Tietê, em São Paulo, que utiliza um sistema inovador desenvolvido pela empresa e batizado Balanço Sucessivo, que permite a construção de pontes e viadutos sem necessidade de uma estrutura partindo do solo. Segundo o executivo, o pacote de investimentos até 2015 prevê a produção de seis pares do sistema.

O ciclo de expansão da empresa foi antecedido de uma reestruturação administrativa, cujo objetivo foi preparar a Rohr para a nova dimensão dos negócios. Nesse processo, foram abertas três vagas de diretor estatuário, incluindo a de diretor comercial, para a qual foi contratado Haroldo Miller Júnior. Sobre possíveis ofertas de investidores interessados na empresa, controlada por três famílias, Canteruccio é enfático: "Nossa crença é a de que o negócio vai crescer. Não estamos olhando (para parceiros)".

A fábrica de Casa Branca tem capacidade produtiva de 7,5 mil toneladas anuais, metade das quais utilizada pela própria Rorh – a outra metade é direcionada a terceiros. A empresa conta com 8 filiais, número que deve crescer até 2015.

(Stella Fontes | Valor)
 

 

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