Estudo de viabilidade econômica: como SELIC, IFRS S1 e S2 e impairment impactam os ativos

estudo de viabilidade econômica

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Historicamente, o Estudo de Viabilidade Econômica (EVE) era visto como uma ferramenta meramente pontual para confirmar se as receitas superariam os custos operacionais. No entanto, a volatilidade dos mercados globais transformou esse estudo em um processo dinâmico e estratégico. Hoje, o desafio das empresas vai além de interpretar o EVE não apenas sob a ótica dos fluxos de caixa, mas como um mecanismo de gestão de incertezas. Diante desse cenário, variáveis como a resiliência a choques de juros, a conformidade com diretrizes globais de reporte e o impacto de métricas ESG tornaram-se pilares fundamentais para validar não apenas o negócio, mas a própria sustentabilidade e valorização dos ativos fixos que o sustentam.

O impacto da SELIC na viabilidade de investimentos e ativos fixos

Nesse cenário, a elevação da taxa SELIC impõe um filtro muito mais rigoroso aos investimentos. Com o aumento do rendimento em aplicações de baixo risco, o custo de oportunidade sobe, exigindo que o projeto apresente um VPL (Valor Presente Líquido) robusto, mesmo sob taxas de desconto mais elevadas. Para empresas que dependem de empréstimos e financiamentos para viabilizar a aquisição ou a modernização de seus ativos fixos, o desafio é duplo, já que os juros bancários mais altos encarecem o aporte de capital, elevando as despesas financeiras e comprimindo a margem líquida. Como resultado, há um prolongamento do payback, que é o tempo necessário para que o retorno do projeto recupere o valor do investimento inicial.

Como IFRS S1 e S2 ampliam o escopo do EVE

Somado a esse rigor financeiro, as novas normas IFRS S1 e S2, emitidas pelo International Sustainability Standards Board, expandem os horizontes do estudo de viabilidade econômica. A norma S1 estabelece que as empresas devem reportar como riscos e oportunidades de sustentabilidade impactam seu valor em diferentes horizontes temporais. Já a S2 foca especificamente no clima, exigindo a análise de riscos físicos, como o impacto de eventos extremos na integridade dos bens, e riscos de transição, que englobam mudanças regulatórias e de mercado.

A relação entre estudo de viabilidade econômica e impairment

Tudo isso culmina no Teste de Recuperabilidade (Impairment). Se o estudo de viabilidade econômica (EVE) aponta que um projeto não é mais viável devido ao custo de capital restritivo ou a riscos climáticos que comprometem a operação, a contabilidade é obrigada a avaliar se o valor registrado dos ativos no balanço ainda se justifica. Na prática, um Estudo de Viabilidade robusto é o que diz se máquinas, equipamentos e infraestruturas ainda são capazes de gerar os benefícios econômicos esperados. Sem essa análise, a empresa corre o risco de manter ativos superavaliados, ignorando perdas de valor que a volatilidade do mercado tornou quase inevitáveis.

Como a Apsis apoia análises de viabilidade mais robustas

Diante desses desafios, a Apsis, que é reconhecida no mercado por sua expertise em valuation, gestão de ativos fixos e consultoria estratégica, está preparada para auxiliar a sua empresa na elaboração de Estudos de Viabilidade Econômica que integrem com precisão as oscilações da SELIC, os novos requisitos de sustentabilidade e a operação dos seus ativos. Entre em contato conosco!

Escrito por: Felipe Viana
Revisado por: Caio Favero

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