O impacto da taxa Selic no mercado corporativo: Alta dos juros, dívidas e consolidação

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Em 18 de junho de 2025, o Banco Central elevou a taxa Selic para 15% ao ano, patamar mantido na reunião de 30 de julho de 2025 (CNN Brasil, Metrópoles). Desde então, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizou novas reuniões ao longo do segundo semestre de 2025 e início de 2026, optando por manter a taxa nesse patamar. O objetivo da alta foi conter pressões inflacionárias persistentes, mas ela traz efeitos profundos no custo do crédito e na dinâmica empresarial.

Custo do Crédito e Desaceleração de M&A por causa da taxa Selic

Taxas elevadas tornam financiamentos mais caros e reduzem a atratividade de investimentos alavancados. Em operações de fusões e aquisições (M&A), isso significa:

  • Menos apetite por risco: compradores ficam mais seletivos.
  • Valuation pressionado: com capital mais caro, empresas tendem a oferecer menos.
  • Aumento na due diligence: foco maior na saúde financeira e fluxo de caixa do alvo.

Empresas que dependem fortemente de endividamento para crescer ou adquirir ativos são as mais impactadas.

Dívidas e Recuperações Judiciais

O cenário de juros altos pressiona empresas endividadas, elevando casos de reestruturação e recuperação judicial.
Paradoxalmente, isso também abre oportunidades para M&A de distress, onde compradores adquirem ativos com desconto durante processos de reestruturação.

Setores Mais Resilientes

Mesmo com a Selic elevada, setores com forte demanda estrutural e menor dependência de capital de giro continuam ativos no mercado de M&A, como:

  • Tecnologia e inovação (alto potencial de crescimento e margens escaláveis).
  • Energia e infraestrutura (contratos de longo prazo e fluxo de caixa previsível).
  • Agro e saúde (demanda estável e incentivos fiscais/setoriais).

Perspectivas

Se a política monetária começar a afrouxar em 2026, como alguns analistas projetam, o custo do capital tende a cair, reacendendo o volume de M&A. Até lá, veremos:

  • Mais transações estruturadas sem depender de crédito bancário tradicional.
  • Crescimento de fundos especializados em special situations.
  • Consolidação em setores estratégicos via compras oportunísticas.

Conclusão

A Selic em 15 % redesenha o mapa de oportunidades e riscos no mercado brasileiro. Para muitas empresas, a prioridade agora é fortalecer o caixa, reduzir dívidas e buscar alternativas criativas de financiamento. Para investidores estratégicos e fundos especializados, este é um momento de garimpar oportunidades, especialmente em ativos de qualidade temporariamente desvalorizados. A Apsis pode te ajudar nisso, entre em contato agora.

Referências

https://www.metropoles.com/brasil/economia-br/copom-mantem-taxa-selic-em-15-ao-ano/

https://www.cnnbrasil.com.br/economia/investimentos/selic-a-15-quanto-rendem-r-1-000-na-poupanca-tesouro-direto-ou-cdb

https://www.cartacapital.com.br/economia/copom-realiza-a-primeira-reuniao-de-2026-e-deve-manter-a-selic-em-15/

Escrito por: Marinho Fernandes
Revisado por: Pedro Washington

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