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Procurement: práticas e fundamentos para contratar de forma eficiente

Neste artigo trazemos as melhores práticas, transformações e os fundamentos necessários para um procurement eficiente. Continue a leitura!

Para iniciar o embasamento deste artigo, citaremos os resultados de uma pesquisa que indicou que mais de 60% dos Chief Product Officer (CPO’s) afirmaram que os riscos dos processos de compras aumentaram substancialmente nos últimos anos. Isso ocorre em consequência de crises econômicas, das complexidades das contratações de produtos e serviços, da ineficácia dos gerenciamentos de riscos de fornecedores e do imenso risco de interrupções nas cadeias de suprimentos.

Como minimizar esses riscos?

Mais do que um processo de compras que funcione, as organizações necessitam desenvolver uma estratégia eficiente de procurement, inclusive para os cenários menos favoráveis, exatamente para que as suas cadeias de fornecimentos não sejam interrompidas e possam garantir os abastecimentos contratados.

Procurement não é um simples processo de compras, embora esses dois termos sejam frequentemente tratados como atividades semelhantes. Processo de compras é o ato de comprar bens e contratar serviços fornecidos, na imensa maioria das vezes, pelo menor preço.

procurement é um processo complexo, estratégico e operacional, que envolve relacionamentos e controles de fornecedores pré-qualificados, planejamento de orçamentos, cenários e projeções de preços, avaliação de soluções tecnológicas e metas, resultando em uma contratação de bens ou serviços e considerando técnica-preço, e não necessariamente pelo menor valor ofertado. Ou seja, o processo de compras é apenas uma das atividades da estratégia de procurement.

Quais são os benefícios de um procurement eficiente?

Considerando que a organização tenha implementado uma estratégia de procurement bem-estruturada, terá alguns benefícios, como:

  • Fluxos de atividades otimizados e com inequívoca previsibilidade;
  • Menor tempo despendido nos processos estruturados e em decisões complexas;
  • Maior capacidade de adaptabilidade às mudanças imprevistas;
  • Melhora dos níveis de pré-qualificação e negociação de bens e serviços;
  • E o principal, resultante do conjunto dos demais benefícios: economia

 

Procurement está em transformação?

Claro que sim, e tudo poderá ser melhorado ainda mais, mas falta as organizações acompanharem de perto as transformações que rapidamente estão ocorrendo, além de entenderem que as compras ou contratações de soluções integradas e a otimização de seus processos aumentarão muito a possibilidade de redução de seus custos.

Entretanto, precisa ficar claro que o fornecedor multidisciplinar de soluções integradas, ou múltiplo-fornecedor, é muito diferente daquele que se cadastra no site de uma organização.

Para essa nova categoria de múltiplo-fornecedor, o modelo de cadastramento atual, via site, não se aplica mais. Esse cadastramento precisa evoluir, visto que já começou a apresentar a obsolescência de um formato antigo, que perde grandes oportunidades de redução de custos para a própria organização.

A importância das boas práticas na cadeia de suprimentos

Ser ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) está ligado às boas práticas que envolvem meio ambiente, social e governança corporativa e isso inclui toda a cadeia de suprimentos. 

É importante lembrar que as condutas em ESG têm impacto sobre a cadeia de suprimentos. A área pode ser um dos gargalos das boas práticas, mas, por outro lado, exerce papel fundamental nesse processo. 

Isso significa que uma das evoluções possíveis em direção a um procurement cada vez mais eficiente é entender o papel chave dessa área na busca pelo atendimento aos critérios ESG, visto que ela está em contato constante com fornecedores e empresas terceiras e, dessa forma, é o elo entre os processos internos e externos da empresa. Por isso, é importante saber qual é a origem dos produtos e serviços, a forma como são produzidos e extraídos, além da maneira como chegam até as indústrias. 

Desafios da cadeia de suprimentos

As empresas podem estabelecer formas de exigir produtos, materiais e serviços que vêm de fora? De que modo pode se estabelecer o cumprimento das regras nacionais e internacionais? Ainda há um longo caminho pela frente, mas a área de suprimentos tem papel fundamental na disseminação da importância do adequamento aos critérios ESG em toda a cadeia de suprimentos, do primeiro fornecedor até a entrega do produto final. 

Nesse âmbito, a Apsis oferece consultorias personalizadas buscando identificar pontos de melhoria para transformação ou reestruturação de áreas de suprimentos para empresas que desejam se adequar aos critérios ESG, não apenas no pilar da sustentabilidade, mas também nas áreas social e de governança. 

Continue acompanhando o nosso blog e saiba mais sobre este e outros conteúdos.

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Marcus Parpinelli
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